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Implantação de Igrejas – Caráter de expansão do Reino

05/07/2015

O caráter de expansão do Reino está intimamente ligado desde o século 4 d.C. à implantação de igrejas, templos propriamente ditos. Mas se torna necessário adequar essa visão com aquilo que Deus sempre pretendeu realizar desde a Festa de Pentecostes, marcada pela presença do Consolador. Dentre tantos pontos que definem o plantio de igrejas na Palavra e na teologia, três devem ser mencionados:

1. O Plantio de igrejas não deve ser definido em termos de treinamento e habilidade, mas sim pelo poder e desejo de Deus em salvar vidas.


Apesar de haver grande necessidade de treinamento de obreiros e utilização de suas habilidades não se deve esperar o cumprimento da missão por meio de estratégias cuidadosamente desenhadas e recursos humanos bem preparados, apenas.

Nada, a não ser Deus, Seu poder e ação, poderá habilitar espiritualmente a Igreja a fim de concluir os planos do Senhor no mundo (Ef. 2:1-10). Plantio de igrejas não é meramente um assunto de marketing, metodologia ou estratégia. É um assunto espiritual, definido pelo poder de Deus, liberado através do único e inimitável sacrifício de Cristo e implementado pela ação do Espírito Santo (João 14:15-18) que guia Sua Igreja a orar, crer e trabalhar.

Anderson expõe o plantio de igrejas como um alvo baseado em quatro áreas: a) a conversão dos perdidos; b) sua organização em igrejas locais; c) promoção e treinamento de líderes em cada comunidade; d) fomentação de independência espiritual e organizacional em cada comunidade.

Sendo, ao mesmo tempo, uma entidade humana e espiritual, a Igreja necessita compreender sua identidade bíblica para que possa servir ao Senhor. A Igreja é a comunidade dos redimidos, foi originada por Deus e pertence a Deus (1 Co. 1:1-2). A Igreja não é uma sociedade alienante. Aqueles que foram redimidos por Cristo continuam sendo homens e mulheres, pais e filhos, trabalhadores e comerciantes que respiram e levam o evangelho onde estão (1 Co 6:12-20).

A Igreja é uma comunidade sem fronteiras, portanto primariamente missionária (Rm. 15: 18-19).

A vida da Igreja, acompanhada das Escrituras, é um grande testemunho para o mundo perdido. É necessário, portanto, que o evangelho seja anunciado e que faça sentido tanto dentro como fora do templo (Jo. 14:26; 16:13-15).

A missão maior da Igreja é glorificar a Deus (1 Co. 6:20; Rm. 16:25-27).

2. O Plantio de igrejas não deve ser definido em termos de resultados humanos, mas sim pela fidelidade às Sagradas Escrituras

A fundamentação da comunicação do evangelho jamais deve ser definida através daquilo que funciona, mas sim pelo que é bíblico (1 Tes. 1:5). Em plantio de igrejas o que é bíblico não significa necessariamente grandes resultados em termos de rapidez e números.

Dos grandes movimentos de plantio de igrejas no mundo hoje, alguns movimentos antibíblicos aparecem dentre os 10 primeiros, quando se utiliza o critério de crescimento numérico e influência geográfica. Nem tudo o que funciona é bíblico.

O compromisso precisa ser redefinido. O compromisso deve ser com Deus e sua Revelação e não com homens ou estratégias de crescimento incompatíveis com o Senhor. Deus não autorizou a igreja para manipular os homens ou para criar atalhos na proclamação do evangelho.

Por sua vez, número reduzido de convertidos no processo evangelístico com o qual a igreja se envolve não é evidência de que, ao contrário de outros,  caracteriza-se  um movimento bíblico! Esta compreensão, também, é fruto de soberba e não raramente incoerência com os fundamentos práticos e bíblicos da evangelização. Ocorre quando falta amor pelos perdidos, disposição para a evangelização, consciência missionária e, paradoxalmente, má compreensão das Escrituras.

3. O Plantio de igrejas não deve ser uma ação definida pelo conhecimento do evangelho, mas sim por sua proclamação.

O ponto mais relevante ao lidar com a praxis do plantio de igrejas não é quão capacitado cada um está para pregar o evangelho, mas sim o quanto se dispõe a fazer (Ef. 1:13). Igrejas nascem onde a Palavra de Deus operou poderosamente, o que enfatiza a importância essencial da proclamação do evangelho no processo de plantar igrejas. Este não é um ponto negociável. Van Egen e Van Gelder avaliam isto ao ponderar que em um movimento missionário o alvo é fazer o evangelho conhecido e não gerar um contexto físico ou eclesiástico que possa abrigá-lo.

Não interessa o que mais um plantador de igrejas faça, ele precisa proclamar o evangelho. Trabalho social, ministério integral e compreensão cultural jamais irão substituir a clara comunicação do evangelho ou justificar a presença da Igreja. Aliado a tudo isso, é necessário enfatizar o caráter de cada obreiro, plantador de igrejas, deve estar alinhado com os ditames da Escritura Sagrada. O conteúdo do evangelho exposto em todo e qualquer ministério de plantio de igrejas deve incluir a) Deus como Ser Criador e Soberano (Ef. 1:3-6); b) O pecado como fonte de separação entre o homem e Deus (Ef. 2:5); c) Jesus, Sua cruz e ressurreição como o plano histórico e central de Deus para redenção do homem (Heb. 1:1-4); d) O Espírito Santo, Parakletos, como o cumprimento da Promessa e encarregado de conduzir a Igreja até o dia final.

O valor mais profundo em um ministério de plantio de igrejas deve ser a proclamação do evangelho. Isto significa que apenas uma igreja viva e apaixonada por Jesus irá testemunhar da dinâmica e poderosa Palavra de Deus (Jo. 16:13-15). A visão de teólogos, missiólogos, pastores, igrejas e missionários trabalhando juntos na proclamação do evangelho trás um grande alento e esperança para um caminhar em conformidade à vontade de Deus. A unidade é uma grande aliada.

 Pr. Walsimar Moreira

Bibliografia

 

HESSELGRAVE, David. Plantar Igrejas. Edições Vida Nova, São Paulo, 1988.

LIDORIO, Ronaldo. Plantando igrejas. Editora Cultura Cristã. São Paulo, 2007.

MALPHURS, Aubrey. Planting growing churches for the 21st century. Grand Rapids, MI. Baker, 1998.

MURRAY, Stuart. Church planting: Laying foundations. Carlisle, Cumbria. Paternoster, 1998.

 

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